quinta-feira, 30 de março de 2017

Um dia após o outro

Hoje à tarde no Aldo Dapuzzo.

Os dias seguintes guardam os maiores desafios que o ser humano pode enfrentar. As glórias do passado sempre serão reverenciadas por aqueles que lutaram e as presenciaram, mas de nada seriam válidas se não houvesse continuidade. O futebol do Interior é assim representado e, cá entre nós, na intimidade destas linhas, que o São Paulo é a cara dele. Na noite de quarta-feira, 29 de março de 2017, o Leão enfrentara mais uma de suas batalhas para honrar o passado e garantir o futuro. Estádio lotado, torcida inflamada e algumas memórias pelas quais deixar o coração no gramado do Aldo Dapuzzo.

Recentemente, o Rubro-Verde foi assíduo na escrita da história. Desde 2012, na arrancada salvadora de 50 metros de Mateus, nos acréscimos de um 3x0 contra, para evitar o 4º gol do Juventude após Bruno Grassi ser driblado, até a estrela de Cleylton frente à falha do mesmo goleiro, adversário na última noite, foram longas madrugadas de cabeça dolorida e coração apertado. O elenco xavante era superior em 2013, mas crescemos; Toquinho e os “operários da manutenção” - único objetivo em 2014 - no máximo evitariam uma goleada frente ao Grêmio da Libertadores, mas vencemos; e apesar dos gols de voadora de Matão não terem sido suficientes em 2015, o joelho de Massari e a força do vento nos mantiveram em pé. Graças a gestão profissional, carregada de amor e paixão do então e atual “presidente-torcedor” Vítor Magalhães, do diretor de futebol Renan Mobarack, do vice Hugo Melo e equipe, o São Paulo já respirava melhor quando Alex Goiano fuzilou as dificuldades frente à Marcelo Grohe, em 2016, para virar o jogo e garantir mais uma vitória contra o Grêmio; mas vale citar, pois assim como nos cenários anteriores, uma carcterística prevaleceu: tivemos alma.

No último embate, quis o destino que o adversário fosse novamente o Grêmio. A responsabilidade de recuperar o prejuízo da má campanha e provar que a luta árdua para clarear o extra-campo não foi em vão, acompanharam o Rubro-Verde durante os dias que antecederam a batalha. A queda de Gilson Maciel, querido por todos, foi o sinal que faltava para acordar o Leão; e a equipe não poderia estar em mãos melhores: coube ao “xerife” Marcio Nunes, de zagueiro a treinador, manter o São Paulo na elite do Futebol Gaúcho. Até mesmo alguns (ditos) torcedores fiéis, desacreditaram e rebaixaram o São Paulo antes da hora - um pouco estranho, creio eu -, mas o ponto trazido de Veranópolis foi o primeiro passo para mudar esta história. Coitadinho seria o Mosqueteiro. A verdade é que a bola rolou desde o apito final no domingo anterior - nada surpreendente para uma equipe que preza tanto a atmosfera fora das quatro linhas.

Sendo assim, o apito inicial de Jean Pierre foi apenas simbólico. As boas atuações de Rafael Roballo, Leomir e, mais ainda, do autor do gol Cleylton, serviram como justiça à bons atletas que cometeram falhas, mas nunca desistiram. Rafael Pilões, duvidado por muitos, também mostrou que é sãopaulino de verdade em mais uma partida cheia de raça. Todos os atletas, incansáveis, devido ao excelente trabalho do preparador físico riograndino Taimar Marinho - o calendário apertado, ligado à longas viagens, exigiu um rendimento calculado em 110% na parte física; assim foi. E Marcio Nunes... bravo! Acompanhado do sábio Carlos "Passarinho" - uma verdadeira refinaria de grandes goleiros. Todos por Gilson, que foi embora, mas não por completo, deixando suplementação e oferecendo até mesmo o próprio material de treino, comprado com dinheiro do seu bolso, à disposição do clube - por essas e outras tantas, foi convidado especial, por videochamada, da festa no vestiário rubro-verde após o jogo. A transmissão em TV aberta foi justa, pois todos precisavam ver a nossa força. Quem foi ao estádio, foi privilegiado - que bom ter estado entre eles. E o Grêmio... foi apenas um coadjuvante. Precisava estar ali para, com sua tradição, agigantar ainda mais a vitória do Leão. Um clube de dirigentes apaixonados, comissão determinada, funcionários voluntários e uma torcida fanática: o São Paulo é assim. Singelo. E exatamente desta maneira, não cansa de provar que é GIGANTE.

Já dizia o ditado: “Nada como um dia após o outro...”

Lucas Martins

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

OPINIÃO: Por que ficar?

O maior pedido é o sim. E o segundo maior, o “talvez”. A pesquisa dos torcedores nas redes sociais mostra que, de fato, chegou a estação de mudar o foco e olhar para o extra campo. Parece um pouco tarde, é claro, já que um futebol levado a sério durante o ano inteiro é novidade pelos lados do Aldo Dapuzzo. E é assim mesmo que começamos: como é bom ver o Leão em campo em pleno mês de Outubro! Embora apenas uma ressalva diante desta introdução que busca preparar o leitor para a chuva que vêm a seguir, é impossível deixar de vibrar. Agora ponha a sua capa e pule para o próximo parágrafo.

Como o próprio Presidente diz, é melhor trabalharmos com fatos e dados. Seguindo essa linha de raciocínio, esquecemos os boatos de insatisfações internas no clube e as más intenções do popular grupo de parasitas que ronda a Linha do Parque sempre que o interesse geral é maior que o pessoal. Por vezes anônimos, por outras nem tanto. A intenção aqui é analisar o resultado. Muito além das 11 vitórias e dos 34 gols marcados, mas também a aprovação e conquista dos jogadores, junto a linha crescente no número de sócios.

No início da caminhada, a incerteza era realidade. O grupo de transição virou chapa oficial e a eleição foi favorável à renovação. O primeiro passo para a mudança começava com as boas heranças: algumas já existentes, outras em trâmite junto à antiga diretoria. Sim, é claro que falo de Domingos Escovar. Indiretamente, Vítor Magalhães foi ajudado através das melhorias criadas pelo presidente passado. Inclusive, durante o ano, este foi inúmeras vezes elogiado pelo atual mandatário do clube. Foi de lá que surgiu, em meio ao fraco poder financeiro, um garimpeiro de atletas bons e baratos: este é Renan Mobarack. Um diretor de futebol comprometido. Contagem regressiva; dada a largada.

Primeiro semestre, Gauchão. Apenas Gauchão. A luta contra o rebaixamento era disparada pela mídia como o maior objetivo do São Paulo. Hélio Vieira chegou e um perfil foi definido. “A partir de agora, o Rubro Verde tem uma cara” eram as palavras de uma diretoria focada na identidade do clube e de sua torcida. E sim, o Sampa é vencedor! A comissão escolheu os Leões, a torcida quebrou barreiras, protagonizou verdadeiras invasões e a Série D virou realidade. Derrubando o Grêmio em casa e intimidando o Inter em pleno Beira-Rio, o Rubro Verde cumpriu a verdadeira missão que o clube adotara no começo de Janeiro para buscar sucesso durante o Estadual. Sim, senhoras e senhores, 34 anos depois, Rio Grande pôde ver uma partida de futebol válida por um Campeonato Nacional. E o rebaixamento ficou distante. O Estado viu o São Paulo nas quartas de final.

Os bons resultados frente à dupla mostravam que, era possível buscar o protagonismo na competição que batia à porta. Com o time reforçado, e duas vitórias de largada, Tiago Nunes prometia uma revolução no modelo de jogo. Com o contrário em execução e a desclassificação logo na primeira fase, nem mesmo a Copinha serviu de consolo. Técnico demitido. A atitude da diretoria resultou na contratação de alguém mais simples e dedicado no objetivo de aproveitar a oportunidade. O final não foi dos melhores, mas a apatia foi embora. Vimos ação, e não omissão.

Hoje, os olhares retornam para o que acontece do alambrado para fora. Novamente assustam os interesses pessoais e o retrocesso que eles representam. Mais uma vez, o torcedor é quem sofre. O que mudou? O próprio lema diz: o Leão escolheu crescer. Crescer na gestão; crescer no pensamento; crescer na coragem! O trabalho foi executado com sucesso! Agora, é chegada a hora da continuidade. Esta, tanto discutida desde os primórdios da gestão. É o momento de dizer “sim”. A oportunidade de estufar o peito e gritar com orgulho: “Sou Rubro-Verde” por muito mais tempo. Que me desculpe a discordância, mas nenhum apoio ou preferência pessoal derruba os 3.278 caracteres deste texto. Aceitem. E aceite, Presidente. O São Paulo está em suas mãos.


Lucas dos Santos Martins

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Linhas de expressão

Sentadas uma ao lado da outra, jogando conversa fora e, por vez ou outra, soltando uma bela gargalhada. Pra quem vê, nem parece que estão em um jogo de futebol. A explicação pode partir de que a novidade ficou pra trás; elas já viram muito mais que dois ou três, mas rejuvenescem sua torcida a cada vez que o time entra em campo, fazendo daquela partida, o evento mais importante do final de semana. Com astral inconfundível, são torcedoras de verdade. Está escrito em suas linhas de expressão.

Na tarde de domingo, tudo estava diferente. Tudo mais próximo. Pelo frio e pela chuva, o torcedor foi compactado no pavilhão social do estádio. Como de praxe, a banda fez a festa do outro lado, sacudiu a poeira e embalou as ações ofensivas do time. O adepto mais contido se manifestava com discrição. Nas cabines, os jornalistas atentos em transmitir a emoção das quatro linhas para quem está em casa, ou na companhia do bom e velho radinho. Mas quem estava verdadeiramente em casa, eram elas: as senhoras do Leão, que promoviam ali no centro o que eu ouso chamar de “Chá do São Paulo” pela cadência de seus olhares.

Contra o ditado do “Quem não é visto, não é lembrado”, é impossível subir os degraus da arquibancada e não reparar no jeito pacato com que vibram a cada lance. Foi assim desde o início, quando Dudu Mandai resolveu testar seus corações frágeis com um chute forte em direção ao ângulo da goleira adversária. Não foi desta vez. Comentários depois, ele errou de novo, mas o Capitão apareceu e fez a felicidade do povo inteiro, marcando talvez só mais um dos tantos gols que elas já assistiram, mas é notável que hoje tudo está melhor no ambiente da Linha do Parque.

Já os enfeites, são ignorados, elas também apreciam o jogo objetivo e cultivam as características do interior. Falo do “Charmoso Gauchão” bem jogado, apesar de estarmos falando de uma partida válida pela já tradicional Copinha. Detalhe mal lembrado quando a bola cai no pé do nosso camisa 10. Athos encontra fácil o centro avante Jean Carlos, e assim nasce o segundo gol, brigado na pequena área pelo próprio Mandai, que completou de cabeça e ficou no chão. Sem demora, levantou e ergueu os dois braços ao melhor estilo “heróis do passado” - uma nostalgia diante à carência de ícones que vivenciamos atualmente. Por um momento, o goleador é o xodó das senhorinhas. Logo ele que já caçou até animais dentro de campo e elas viram tudo isso. Sobrou espaço até para rir bastante do massagista e seu Jiu-Jitsu mal apurado para tratar do atacante fora do gramado.

Em uma subida ou outra, o adversário é desconcentrado aos gritos de “perna de pau” e zoações deste tipo, assim como o juiz principal, sua mãe e os alguns quilos de gel fixador nos cabelos do quarto árbitro. As defesas do goleiro, as opções de mudança do treinador... Nada escapava do olho clínico e já experiente daquelas senhoras. Um café no intervalo, a volta para o segundo tempo e até mesmo as tentativas frustradas de ampliar o placar, não tiraram o sorriso do rosto daquelas pessoas. O dia estava cinza, mas o placar era bonito demais para desanimar. Apito final, vitória, liderança momentânea e ainda mais alegria.

Diante de tantas observações, a velhice nos apresenta, por um momento, a recusa de um olhar negativo, deixando a impressão da verdadeira juventude: aquela que é vivida pela sua essência, e não apenas pelos seus benefícios físicos e mentais. Junto à única certeza da vida, abro parênteses: sentiremos falta quando a roda de amigas não mais estiver por ali, representando com fidelidade exemplar as cores do Centenário Sport Club São Paulo. Não fecho parênteses.


Lucas dos Santos Martins
dg.lucasmartins@gmail.com


Obs.: Nenhuma ocasião melhor para salientar a presença de uma camisa do Juventude entre as cores rubro-verdes. A parceria entre torcidas organizadas é uma grande arma para a pacificação nos estádios. Contribua para isto!

domingo, 20 de março de 2016

Athos brilha, arbitragem falha e São Paulo empata contra o Passo Fundo

Em jogo inspirado do camisa 10 rubro-verde, o Leão dominou a maior parte da partida, até que Jean Pierre Lima marcou um pênalti inexistente a favor dos visitantes. O Passo Fundo cresceu e garantiu o empate em 2x2.

A chuva viria para lavar a alma do torcedor, mas na noite deste domingo foi a paciência dos adeptos quem escorreu através da má atuação de Jean Pierre Lima. O Aldo Dapuzzo recebeu um grande público para as condições climáticas, muitos guarda-chuvas eram vistos nas arquibancadas e o grito saia da garganta da Organizada durante o tempo inteiro. O São Paulo buscava garantir ainda mais sua permanência no G4 da competição, contando com resultados paralelos favoráveis. Já o Passo Fundo, subir ainda mais dentro da zona de classificação para a próxima fase.

Desde o início do jogo, o Leão trabalhava a bola com qualidade. A aproximação entre a linha de defesa e o armador Thiago Correa, e a facilidade para acionar os laterais através de triangulações assimétricas eram as principais características da obediente equipe de Hélio Vieira. Julio Abu, retornando de lesão, foi quem teve a primeira chance. O camisa 7 recebeu pela ponta esquerda e costurou a defesa adversária, abrindo espaço para o chute que passou próximo ao travessão, assustando o goleiro Matheus. Mais tarde, foi a vez de Raulen chamar a responsabilidade. Pegou rebote e, em um corte seco, se livrou de dois marcadores, finalizando colocado de perna esquerda. A bola caprichosamente parou no pé da trave.

A partir daí, o Passo Fundo começou a gostar do jogo e obrigou Deivity a fazer defesas técnicas para superar a velocidade que o campo molhado dava à bola. Mesmo assim, o Leão foi mortal mais uma vez. Em contra ataque rápido, Rafael Pilões caiu pela esquerda, carregou para o fundo do campo e cruzou perfeitamente para Ele: Athos entrou por trás da marcação e finalizou com precisão, assinando como quem sabe e correndo para o abraço. Era o gol da consagração do bom futebol apresentado até então pelo Rubro-Verde. São Paulo 1 a 0.

Com o jogo morno do final do primeiro tempo, a postura das equipes ameaçou sofrer mudanças ao início da segunda etapa, mas a chuva não foi suficiente pra levar embora o ímpeto agressivo do Leão. Em jogada trabalhada, iniciada por Thiago Correa, Julio Abu recebeu mais uma vez pela esquerda e cruzou a medida para Ele: Athos rasgou a área adversária e cabeceou colocado para ampliar o placar e orgulhar os presentes com uma atuação digna de seu nome e sua carreira. São Paulo 2 a 0.



O Leão empolgava com uma atuação dinâmica no meio de campo e uma ligação precisa com os atacantes, o que não foi suficiente para enfrentar as piores marcações da noite: as da arbitragem. Em jogada de ataque dos visitantes, Deivity saiu do gol e atingiu a bola, juntamente com o jogador do Passo Fundo. Jean Pierre de Lima apontou a marca do pênalti e mostrou o segundo cartão amarelo para o goleiro do São Paulo. Com a expulsão, Athos deu lugar a Ricardo Vilar, goleiro consagrado na campanha do Leão no Gauchão 2016. A torcida, em coro alto, gritou o nome do goleiro, mas João Carlos cobrou cruzado e deslocou o arqueiro rubro-verde. São Paulo 2, Passo Fundo 1.

O cenário do jogo sofreu uma reviravolta com a expulsão de Deivity. O São Paulo era quem se postava defensivamente, com o Passo Fundo buscando os espaços deixados pelo atleta a menos do mandande. Porém, não por muito tempo. O volante Nata fez falta na zona de meio campo e também foi autuado com o segundo amarelo: expulso o ex-jogador sãopaulino. Com 10 jogadores para cada lado, em teoria, a partida iria seguir com o controle por parte do Leão. Porém, bastou um lance de ataque pela esquerda, para o contra ataque resultar em escanteio para o Passo Fundo. Na cobrança, Leo Kanu subiu na primeira trave e desviou para o fundo das redes, empatando a partida. São Paulo 2, Passo Fundo também 2.

Com o jogo empatado, o Passo Fundo diminuiu a incisão de seus ataques, equilibrando a partida. O São Paulo, por sua vez, chegava ao ataque para tentar a vitória em seus domínios. Em uma dessas chegadas, Julio Abu cruzou rasteiro pela esquerda e Guto Drecsh dominou, pôs à frente e foi tocado. O camisa 11 rubro-verde persistiu no lance, mesmo desequilibrado, porém não conseguiu completar a jogada, permanecendo instável. A arbitragem mandou o jogo seguir, para delírio dos presentes no Aldo Dapuzzo.

Ainda assim, o Leão tentava mais um gol, embora deixasse espaços. Com o jogo aberto, oportunidades apareceram para os dois lados. Vilar fez grande defesa em conclusão de Hiantony, que já estava em posição irregular. Impedimento marcado. Pouco depois, foi a vez de Julio Abu driblar o marcador na entrada da área e finalizar de perna esquerda. Matheus defendeu de mão trocada, segurando firme em dois tempos.


Aos 44 minutos, Jean Pierre de Lima assinalou 8 minutos de acréscimos, que foram disputados do início ao fim, literalmente. Aos 52 minutos, após cruzamento que passou por todo mundo, Raulen emendou com força na direção de Matheus. O goleiro do Passo Fundo pegou firme, sem dar rebote. Sem mais delongas, o árbitro pôs fim no jogo e o placar permaneceu em São Paulo 2, Passo Fundo também 2.

Com o resultado, o São Paulo permanece na 4ª colocação, recuperando a posição ocupada pelo Internacional por menos de duas horas. O Leão tem 17 pontos. No próximo domingo, às 16h, a missão Rubro-Verde é na região metropolitana da Capital, contra o Cruzeiro. O Passo Fundo marca o 6º lugar, com 16 pontos, e viaja até Vacaria para encarar o Glória.


Lucas dos Santos Martins
Graduando em Jornalismo
Universidade Federal de Pelotas

segunda-feira, 14 de março de 2016

De Gigante, só o São Paulo: 1x1 com gosto de vitória na Capital

“O Beira-Rio virou o Dapuzzão” foi o grito da torcida após empate por 1x1 que levou a alma rubro-verde à Capital Riograndense.

Pouco mais de 600 pagantes fizeram a festa Rubro-Verde no Beira Rio. (Foto: Lucas Martins)

A comoção da semana inteira valeu a pena e foi refletida na presença de campo da torcida, e dos jogadores. Neste domingo, o São Paulo teve um grande desafio em Porto Alegre pela nona rodada do Gauchão e respondeu positivamente. Levou para campo a carga de duas derrotas consecutivas e uma desacreditada missão de parar o todo poderoso Celeiro de Ases, com a juventude predominando a escalação. Porém, um de seus melhores agentes não estava disponível para buscar o objetivo. Sem Julio Abu, o poder ofensivo era menor, mas o Leão soube superar.

Desde o início, as duas equipes mantiveram suas posturas de maneira disciplinada. O Internacional comandava as ações e o São Paulo era agressivo com duas linhas de quatro e bastante amplitude na marcação. Porém, logo aos seis minutos, o chute de Vitinho desviou na defesa e sobrou para Eduardo Sasha, inteligente ao se movimentar na projeção do rebote, marcar o primeiro. A reclamação em cima da assistente Luiza Reis não procedeu após a confirmação de posição legal do atacante colorado.

Normalmente, o São Paulo começou a ter suas primeiras oportunidades de trocar passes, mas sem sucesso na busca por espaço. O Inter, por sua vez, era mortal nos contra ataques, mas pecava nas finalizações. Foram duas chegadas e nenhum chute na direção do gol defendido por Deivity, não muito exigido durante os 90 minutos. O destaque da partida vestia vermelho e branco: Fabinho foi a surpresa positiva pelo lado do Inter, atuante em todos os setores do campo, quem diga, à lá Yaya Touré – volante costa marfinense do inglês Manchester City.

No segundo tempo, o posicionamento dos jogadores colorados foi se modificando, com Artur “espetado” pelo lado esquerdo, em uma virtude do técnico Argel Fucks para cansar a linha de frente Rubro Verde. Ciente disso, Helio Vieira tirou Athos e Rafael Pilões, para colocar Guto e Diego Sapata. Já o Inter, aproveitou a chance e pôs Alex no lugar de Andrigo, para qualificar o passe final e tentar matar a partida. Porém, quem teve a chance e aproveitou com maestria foi o São Paulo. Aos 29 minutos, após bola mal afastada, Romano teve liberdade pela esquerda e tabelou com Guto Dresch, que driblou o marcador e devolveu para o lateral. Ele fez fila e cruzou na cabeça de Cidinho, bem colocado, explodir a ferradura, digo, a superior do Beira Rio e correr pro abraço.

O empate fez Argel agir, colocando o atacante Marquinhos no lugar do lateral William. Faíska reforçou o meio campo do Leão entrando no lugar de Thiago Correa. Foi aí que o lance mais bonito da partida saiu dos pés colorados provenientes da Linha do Parque. Fabinho começou a jogada com um chapéu em Romano, pedalou pra cima da cobertura e cruzou rasteiro e Ele recebeu. Você já sabe de quem estou falando. Aylon tratou com carinho a bola, e os torcedores, tanto colorados, quanto rubro-verdes. Aylon tratou com carinho os olhos de Deivity, que viu de perto a bicicleta do atacante parar na trave e, caprichosamente, passar às suas costas, em frente a linha do gol, terminando no alívio de Fernando Pinto. Já era hora de terminar. Fim de jogo: Internacional 1, São Paulo de Rio Grande, de Veranópolis, de Erechim, de Porto Alegre... também 1.

Com o resultado, São Paulo e Internacional permanecem na quarta e quinta posição, respectivamente. O próximo duelo do Leão é no próximo final de semana, em casa, contra o Passo Fundo. Chegou a hora de mostrar pra todos que o São Paulo escolheu crescer. Pegue sua camisa, vá ao estádio e prepare seus pés para permanecer de pé os 90 minutos, cantando e incentivando o representante Riograndino na elite do Futebol Gaúcho.



Lucas dos Santos Martins
Graduando em Jornalismo
Universidade Federal de Pelotas

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Deu Xavante! Brasil vence o São Paulo no maior clássico do Interior

A primeira vitória do Brasil de Pelotas na competição, foi marcada por diversas confusões e um jogo de muitas bolas paradas. A experiência da equipe Xavante foi crucial para segurar o Leão e sua sequência de 5 vitórias consecutivas.

Defesa Xavante garantiu a segurança da meta defendida por Eduardo Martini. (Foto: Daniel Correa)

Não foi uma noite das melhores para quem saiu de casa e tomou como destino a Linha do Parque. Na bela noite deste sábado, os presentes viram um jogo truncado no meio de campo e sem grandes destaques para os lados de São Paulo e Brasil de Pelotas. Porém, a sétima rodada do Gauchão foi diferente para o torcedor que acompanha as duas equipes desde o início da competição. O sinal de alerta que estava ligado para o lado do Leão, devido a grande sequência de vitórias, era o mesmo que atormentava o Rubro-Negro, com a de empates. E o patamar da partida se encaminhava para o fator decisivo: o detalhe.

As arquibancadas do Aldo Dapuzzo lotaram logo cedo, antes mesmo das equipes entrarem em campo para o aquecimento. Aos poucos, torcedores Xavantes também ocuparam quase totalmente o setor 10 da ferradura, que é destinado para a torcida visitante. Logo mais, a parte são paulina foi complementada com a chegada da Mancha Rubro Verde e sua bateria.

Com a bola rolando, o equilíbrio era evidente no meio de campo, mas era o Brasil quem tomava as ações ofensivas. Desde o começo da partida, o goleiro Deivity foi bastante exigido, mas correspondendo bem às tentativas Xavantes. O paredão rubro-verde salvou o São Paulo em pelo menos duas oportunidades claras. O Leão, por sua vez, chegava raramente e não assustava a meta defendida por Eduardo Martini. Mantendo o patamar durante toda a primeira etapa, o rubro-negro continuou assustando em mais dois lances de bate e rebate dentro da área. O perigo rondava o setor defensivo do Sampa. Assim terminou o primeiro tempo.

Leandro Leite (ao centro) foi o destaque do Brasil.
(Foto: Daniel Correa)
Após o intervalo, não foi diferente. O Brasil seguiu mais incisivo que o São Paulo, até que, aos 6 minutos, após nova confusão na área, Felipe Garcia pegou firme e abriu a contagem no Aldo Dapuzzo, para a festa dos torcedores Xavantes. Helio Vieira não titubeou e pôs Alex Goiano no lugar de Athos, que refletia a equipe, sem estar nos melhores dias. Entretanto, nada mudou. O rubro-negro seguia levando plena vantagem nas ações do meio campo. Leandro Leite foi um monstro! Aos 24, Nena teve a chance de marcar o segundo, mas Deivity, gigante, salvou com classe. Logo após, o centro avante Xavante foi substituído pelo experiente Gustavo Papa, que decidiu. Aos 38 minutos, Ramon fez bela jogada pela esquerda e cruzou, Papa desviou pras redes e ampliou o marcador. Brasil 2x0.


Gustavo Papa foi do céu ao inferno em menos de 10 minutos.
 (Foto: Daniel Correa)
Porém, quando tudo se encaminhava para a decisão, os Deuses do Futebol lembraram que não se tratava apenas de um clássico, mas do maior do clássico do forte Interior Gaúcho, e agiram. 5 minutos depois, Alex Goiano pegou sobra de cruzamento e bateu convicto para diminuir o marcador e explodir o Aldo Dapuzzo, que já esvaziava. A polêmica no lance se fez por um pedido de fair play partindo do Brasil, ao São Paulo. Eduardo Martini caiu sem sinais de contusão e já havia retardado o início da partida em diversos lances de bola parada. A cobrança do lateral foi feita em direção a área e o gol foi marcado. Logo após, Gustavo Papa passou por cima de toda sua experiência e agrediu um adversário: foi expulso. Instantes depois, foi a vez de Marcos Paraná se exaltar e ir pra rua.

Mesmo com dois jogadores a mais, o São Paulo não teve mais tempo para reagir e o Xavante, justamente, saiu vencedor.
Fim de jogo, Brasil 2, São Paulo 1.

Após o término da partida, um incidente envolvendo as duas equipes foi registrado no túnel de acesso aos vestiários. Segundo testemunhas, uma provocação partiu de um dos lados e o tempo fechou. A polícia militar fez uso do spray de pimenta para dispersar quem por ali estava, atingindo, inclusive, quem não participava da confusão. Entre os que sofreram com o efeito do produto, esteve uma gandula e o colega, autor da Interior Mais Forte, Ilgner Vahl.

Com sua primeira vitória, o Rubro-Negro entra na zona de classificação, chegando aos 8 pontos. Na próxima rodada, encara o Juventude no estádio Bento Freitas. A partida acontece no domingo, dia 6, às 16 horas. Já o Rubro-Verde, tem um forte desafio na zona norte do estado. O adversário é o Ypiranga de Erechim, do técnico Leocir Dall'astra. O jogo começa às 17 horas, também do próximo domingo, e o Leão chega para o confronto na quarta colocação do campeonato, com 15 pontos.


Lucas dos Santos Martins
Graduando em Jornalismo
Universidade Federal de Pelotas

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Leão de Judá: São Paulo vence o Grêmio, em partida heroica

Eu passei a noite procurando palavras para descrever o que foi visto no estádio Aldo Dapuzzo, nesta quarta feira. Realmente, foi muito difícil encontrar argumentos convincentes que, de alguma maneira, pudessem explicar o jogo sensacional que aconteceu em Rio Grande. Depois dessa breve introdução, começo minha matéria. 

O jogo entre São Paulo e Grêmio era visto por muitos (incluindo o técnico do São Paulo, Hélio Vieira) como uma luta entre Davi e Golias. Esse fato bíblico é atribuído a qualquer situação onde existe um embate entre o mais forte e o mais fraco. Apenas um milagre poderia ajudar aquele que era menos favorecido. Foi o que aconteceu na história, quando Davi venceu Golias. Porém, para fugir dos clichês, trago outra história. História de um descendente de Davi, conhecido como o Leão de Judá (esse termo é uma metáfora atribuída ao Messias, o salvador de todos). Contarei essa história, através dos lances capitais do jogo. 

O São Paulo entrou em campo embalado pela sua torcida, que lotou o estádio Aldo Dapuzzo, confiante em mais uma vitória do Leão. O adversário, no entanto, era o poderoso Grêmio que buscava afirmação no Gauchão. Os dois clubes tinham o mesmo número de pontos, fator que aumentava ainda mais a importância do jogo. Quem vencesse encostaria de vez nos líderes São José e Juventude. Aí começa trajetória do nosso Leão de Judá... 

Em uma bola respingada na área, o zagueiro gremista, Pedro Geromel ajeitou a bola para, o outro zagueiro, Fred chegar chutando, abrindo o marcador para o Grêmio. Como todo Messias, o São Paulo teria que lidar com adversidades, com situações indesejadas. Era a primeira vez que o Leão saía perdendo dentro de seus comandos, nesse campeonato. Como lidaria o nosso Leão, com essa situação? Para a alegria da torcida, da forma mais rápida possível. Após bate e rebate dentro da área, a bola sobrou para Thiago Corrêa pegar de primeira e mandar para o fundo das redes de Marcelo Grohe, Era o empate do São Paulo. Era a redenção do Leão. 

Thiago Corrêa comemorando seu gol. (Foto do ge.com)


No entanto, quanto mais se quer provar o seu valor, mais dúvidas aparecem. Mais adversidades cruzam o seu caminho. Mais provações teriam que ser vencidas. Logo no início do segundo tempo, após boa tabela de Everton com Lincoln, a bola foi lançada para Luan, que tentou duas vez, até marcar o segundo gol do Grêmio, colocando, novamente, a equipe tricolor na frente do placar. 

Apesar de todas essas adversidades, quem tem fé, em alguma coisa, acredita no impossível. O Leão de Judá é uma entidade do impossível. Um de seus agentes, digo, jogadores, fez com que o impossível se torna-se realidade, trazendo de volta a explosão para a Linha do Parque. Julio Abu, foi para a cobrança de escanteio. Depois de autorizado, o jogador rubro-verde bateu fechado e marcou um belo gol. Um gol olímpico. Um gol impossível. Impossível de não se emocionar. Era o empate do São Paulo. Era o fogo que o caldeirão rubro-verde precisava para esquentar de vez. 

Logo em seguida, o Leão de Judá mostrou porque é santo. Mostrou através de uma surpresa boa, tanto para nós torcedores, como para Goiano. O jogador recém havia entrado em campo quando, menos de um minuto depois, após Anderson finalizar e Grohe dar rebote, a bola sobrou para ele que mandou um canudo para balançar as redes e balançar ainda mais o Aldo Dapuzzo. O São Paulo virou o jogo de forma sensacional. De uma forma que nenhum conto poderia descrever.

E, assim, terminou o jogo. Vitória rubro-verde pelo placar de 3 a 2. Com a quinta vitória seguida, o São Paulo chegou aos 15 pontos, subindo para a terceira colocação na tabela, do Campeonato Gaúcho. A trajetória do Leão de Judá, no entanto, ainda não acabou. Mais provações virão pela frente. Mais desafios terão que ser vencidos. O próximo deles será contra o Brasil de Pelotas, em casa. No santuário rubro-verde. Local onde seus sempre fiéis torcedores estão acostumados a ver o seu Leão fazer milagres e realizar grandes façanhas. Mas não se enganem, senhores adversários. No Aldo Dapuzzo, na frente da sua torcida, o São Paulo não só faz milagres, como também não perdoa. O Leão não perdoa ninguém! 





Ilgner Vahl
Graduando em Letras - Português
FURG



domingo, 21 de fevereiro de 2016

Um por todos... São Paulo vence o Veranópolis, fora de casa

Certamente, alguma vez na vida, você ouviu, leu ou assistiu o romance histórico francês, escrito por Alexandre Dumas. Romance francês, escrito por Dumas? Deixe-me ser mais especifico. Desde crianças, conhecemos a história dos lendários três mosqueteiros. Três membros da guarda real francesa, os mosqueteiros do Rei. Os membros dessa equipe são Athos, Porthos e Aramis. E, a partir dessa breve introdução, começo meu texto.

Na noite deste domingo, dia 21 de fevereiro, o São Paulo foi até Veranópolis, enfrentar a equipe da casa, pela quinta rodada do Campeonato Gaúcho. Embalado por bons resultados, o Leão partiu confiante, rumo a quarta vitória consecutiva. O Veranópolis, no entanto, vive situação contrária. Até então, a equipe do técnico Luis Carlos Winck, não venceu nenhum jogo e amarga a zona de rebaixamento. Como na história de Dumas, tudo poderia acontecer. Para a alegria dos rubro-verdes, os heróis estavam do seu lado.

Então começa o primeiro tempo, no Antônio David Farina, e o São Paulo já mostra o porquê é um dos melhores times do Gauchão. Logo no início do jogo, o Leão se lançou para o ataque, pressionando a defesa do V.E.C. , buscando marcar gols. E foi exatamente isso que aconteceu. O Veranópolis foi apresentado ao mosqueteiro rubro verde. Foi apresentado ao capitão do São Paulo, Athos. Aos 8 minutos, Athos aproveitou o rebote, em um chute onde a bola explodiu na trave, para mandar para o fundo do gol e marcar o primeiro gol do São Paulo, na partida.

O Veranópolis viu-se obrigado a partir para cima do São Paulo, procurando reagir o mais rápido possível. Porém, parece que os jogadores pentacolores não leram a história dos Três Mosqueteiros. Principalmente, a parte onde não se deve atacar algum deles. Eles eram o mortais. Dar brecha para um deles, era cavar a própria cova. E nosso herói, Athos, honrou seu xará, do clássico francês. Aos 18 minutos, depois de boa jogada, Rafael Pilões mandou a bola para área, encontrando Athos que, mais uma vez, marcou para o São Paulo. Era o segundo gol dele e o segundo gol do São Paulo, no jogo.

A partir daí, o São Paulo reduziu o ritmo, esperando a oportunidade de mais um contra-ataque para matar de vez o jogo. Os mosqueteiros rubro-verdes passaram a realizar a função de todo mosqueteiro: Defender o seu país, nesse caso, o seu time. E na defesa, meu amigo, ninguém é melhor que o São Paulo. Todos os ataques do Veranópolis paravam na barreira formada por Fernando Pinto e Luis Henrique, dupla de zaga que completou três jogos, sem sofrer gols. Esses dois jogadores, assim como todos os rubro-verdes, possuem um santo protetor. Um santo defensor. Um santo chamado Deivity.

Mais uma vez, o São Paulo se viu prejudicado por uma péssima arbitragem. E foi em um desses erros que o arbitro Anderson marcou pênalti para o Veranópolis. Foi aí que apareceu Deivity, para salvar o São Paulo mais uma vez, defendendo a cobrança. O Leão do Parque conta com um dos melhores, senão o melhor goleiro do campeonato. Um santo de luvas. Um herói rubro-verde.

E assim foi o panorama do jogo, até o seu final: Veranópolis atacando, a defesa do São Paulo tirando tudo e saindo para o contra-ataque. No entanto, nada mais aconteceu. O São Paulo conquistou a quarta vitória consecutiva, chegando aos 12 pontos na tabela, permanecendo na quarta colocação, empatado em número de pontos com o Grêmio, seu próximo adversário.
Mancha  Rubro-Verde marcou presença e embalou, como sempre, o São Paulo para a vitória. (Foto: William Rocha) 

O jogo contra o Grêmio será no Aldo Dapuzzo, quarta feira. Certamente, a torcida do São Paulo irá lotar o seu estádio, levando o time a buscar mais uma vitória nesse campeonato. O Aldo Dapuzzo é a França dos rubro-verdes, defendida, como escreve Alexandre Dumas, pelos seus inseparáveis Três Mosqueteiros: Time, Torcida e Paixão. E, claro, aquela lendária frase dita por eles, é perfeita para a ocasião: Um por todos e todos por um! Todos pelo São Paulo!



Ilgner Vahl 
Graduando em Letras - Português 
FURG 


domingo, 14 de fevereiro de 2016

Coliseu rubro-verde: São Paulo emplaca a terceira vitória consecutiva


A Roma Antiga, um dos maiores impérios que já existiram na face da Terra. Dentre os muitos lideres que comandaram esse império, existem nomes famosos como Julio Cesar e Nero. Ambos eram lideres implacáveis, que faziam de tudo para demonstrar o poder que o Império Romano tinha sobre as demais civilizações.

O que a Roma Antiga, Nero e Julio Cesar tem a ver com o São Paulo? Nessa noite, tudo. Na batalha de gladiadores, no Coliseu da Linha do Parque, venceu o Leão. Até porque, naquela época, quem era jogado aos leões, dificilmente sobreviveria. Neste domingo, não foi diferente.

O público chegou cedo, para assistir ao espetáculo que estaria por vir. Torcedores esperançosos e embalados pela ultima vitória do São Paulo, fora de casa, contra o Lajeadense. Antes de entrar no estádio, conversei com alguns torcedores, muito empolgados com o jogo. Placares como 3 a 0, 3 a 1 e 2 a 0 foram várias vezes citados pelos rubro-verdes.

Quando começou a primeira etapa, aqueles placares, citados anteriormente, foram de possíveis a utópicos. O Novo Hamburgo tinha um bom time, até então invicto no campeonato e com uma defesa que ainda não tinha sofrido nenhum gol. Era o adversário ideal para o São Paulo testar a força do seu time. Era um verdadeiro duelo de gladiadores.

O jogo estava equilibrado, com boas chances para os dois lados. O Novo Hamburgo atacava o São Paulo com perigo e o Leão devolvia na mesma moeda. O Nóia apostava na estatura do seu time, principalmente no centroavante Kiros, que era uma torre perto dos zagueiros rubro-verdes. Já o São Paulo apostava na velocidade de Abu e nas cobranças de lateral (quase escanteios) de Romano que, por ironia do destino, não por pensamento premeditado, tem o nome ideal para a nossa história.

Então termina o primeiro tempo... Opa, ainda não! No apagar das luzes, enquanto eu, meus colegas jornalistas e muitos torcedores se preparavam para a segunda etapa, em um bate cabeça do goleiro Jandrei com o zagueiro do Nóia, Rafael Pilões ficou com a bola, só ele e a trave, para empurrar para o fundo do gol. No ultimo lance do jogo, como todo bom espetáculo dramático, saiu o gol do São Paulo.

Agora sim, começa o segundo tempo. Os times entraram com o mesmo ritmo do primeiro tempo, com chances para os dois lados. Então, aparece o herói da noite. O protagonista do espetáculo. O goleiro Deivity, fechou a meta rubro-verde contra todos os ataques da equipe de Novo Hamburgo, fazendo a torcida vibrar com cada defesa que ele realizava. Com grandes atuações dos zagueiros Fernando Pinto e Luis Henrique, o São Paulo passou mais um jogo sem sofrer gols, demonstrando o poder defensivo que o Leão possui.

Nada passou pelo goleiro Deivity, nessa noite de domingo (14). (Foto: Ilgner Vahl) 


Termina o jogo no Aldo Dapuzzo e o São Paulo venceu o Novo Hamburgo por 1 a 0. Com a vitória, o São Paulo subiu para a quarta colocação do Campeonato Gaúcho, com nove pontos, dos doze disputados até então. Bastou o juiz apitar o final do jogo que os jogadores rubro-verdes, em um exemplo de união total, foram até a torcida comemorar essa tão suada vitória. Valeu a velha máxima romana onde o publico aplaudia de pé, os leões que devoravam os seus adversários. E, assim por diante, é tudo o que os torcedores rubro-verdes querem ver, no Coliseu chamado Aldo Dapuzzo: Os adversários ajoelhados diante do Leão do Parque.



Ilgner Vahl
Graduando em Letras - Português 
FURG 








quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Nada de cinzas: São Paulo derrota o Lajeadense, fora de casa

Quarta-feira de cinzas? Para o São Paulo, não! O Leão foi até Lajeado e venceu a equipe da casa, pelo placar de 1 a 0. Se você, torcedor rubro-verde, estava triste pelo fim do carnaval, o São Paulo "estendeu" a sua festa, colorindo a sua quarta de vermelho e verde.

Na manhã desta quarta, dia 10, conversei com alguns torcedores do São Paulo, perguntando a eles quais eram as suas expectativas para o jogo de hoje. Destaco as respostas do Kelson e do Dener que, como se tivessem ensaiado para um desfile de escola de samba, deram as mesmas respostas, afirmando que o São Paulo deveria jogar como jogou no segundo tempo, contra o Juventude e no primeiro tempo, contra o Glória.

Então, o bloco do São Paulo entrou em campo, embalado pela bateria da Mancha Rubro-Verde que sempre acompanha o Leão, ditando o ritmo dos seus jogos. Estava na hora de colocar em prática aquilo que havia sido "ensaiado" pela torcida. Para isso, o São Paulo contava com alguns quesitos a seu favor. O primeiro deles é a harmonia que a defesa rubro-verde tem demonstrado, nesse início de campeonato. Deyviti, Fernando Pinto e Luis Henrique estão fazendo um ótimo Gauchão, jogando de forma simples e segura. O outro quesito, é a comissão de frente do Leão. Julio Abu, com todo seu gingado e técnica, tem sido um ótimo mestre-sala, fazendo os zagueiros adversários dançarem no ritmo que ele dita. A lado dele, encontra-se Rafael Pilões que tem se mostrado um grande centroavante, principalmente em bolas aéreas.

No primeiro tempo, o São Paulo foi para cima do Lajeadense, atacando como se estivesse jogando no Aldo Dapuzzo. Como se estivesse em casa. Foram várias chances de gol, que esbarravam na defesa alvi-azul. No entanto, nada de gols. Restava saber se o São Paulo manteria o mesmo ritmo na segunda etapa, acertando a previsão da torcida.

Começou o segundo tempo e o Leão manteve sua estratégia ofensiva, colocando novamente a defesa do Lajeadense a trabalhar. O São Paulo empilhava chance atrás de chance, mas nada de gols. Quando tudo se encaminhava para um empate sem gols e, de certa forma, frustrante para o São Paulo, o quesito surpresa entrou em campo. Após cruzamento de Romano, o jogador Anderson, que havia entrado no segundo tempo, recebeu a bola na área e mandou para o fundo das redes, fazendo a torcida rubro-verde ir ao delírio, aos 42 minutos da etapa complementar. Era o gol do São Paulo. O gol que selava a vitória rubro-verde, numa noite que tinha tudo para ser dramática.

Elenco do São Paulo comemorando o gol da vitória. (Foto: Fabio Dutra)


Com essa vitória, o São Paulo terminou a rodada na quarta colocação, com 6 pontos. O próximo jogo do Leão é em casa, contra o Novo Hamburgo, no domingo. A expectativa é de casa lotada, para empurrar a equipe, ajudando a manter o bom desempenho nesse ano de 2016. No "Sambódromo" do Dapuzzo, o campeão é, e sempre será, o Sport Club São Paulo!


Ilgner Lauriente Vahl
Graduando em Letras-Português
FURG  

domingo, 7 de fevereiro de 2016

RAINHAS DA REPOSIÇÃO: As novas gandulas do Gauchão 2016

O final de semana foi de folga na tabela para a maioria das equipes do Interior, porém a Interior Mais Forte mostra pra você as novas figuras desse Gauchão: as gandulas!

Sim, conversamos com algumas das meninas antes da partida da última quarta-feira no Aldo Dapuzzo e, é claro, elas nos contaram um pouco sobre a experiência e o sentimento de estar tão próximo ao campo.

Acompanhem!





Lucas dos Santos Martins
Graduando em Jornalismo
Universidade Federal de Pelotas

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Com a cabeça no Gauchão: São Paulo faz 2 a 1 no Glória



Começo essa matéria falando sobre a escolha do título da mesma: Não. Eu não bati a cabeça. Eu só quero trazer para vocês essa reportagem, que tem tudo a ver com o título. Um verdadeiro, talvez, "papo cabeça".

Essa história começa na noite da ultima quarta feira, 3 de fevereiro, no estádio Aldo Dapuzzo. O São Paulo recebeu o Glória de Vacaria, em jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Gaúcho. A torcida rubro verde compareceu em peso, para a estreia do Leão em casa, no Gauchão deste ano.


Mascote do Leão, antes do inicio da partida (Foto: Ilgner Vahl).


No primeiro tempo, o São Paulo pressionou o Glória, jogando todo o time de Vacaria para dentro do gol. Para dar uma ideia, o goleiro Simão, do Glória, começou a fazer "cera" desde a metade do primeiro tempo, para tentar segurar o empate que era o ideal, considerando o fato que o São Paulo foi muito superior. Então, as cabeças começaram a rolar. Nesse caso, no bom sentido. O atacante Rafael Pilões, do Leão, que já havia tentado marcar (de cabeça), abriu o placar para o São Paulo. Em um cruzamento preciso de Athos, o centroavante rubro verde acertou um belo cabeceio para o fundo da rede do goleiro Simão, levando ao delírio a torcida do Leão.

Athos preparando-se para cobrar a falta, que resultou no primeiro gol do Leão. (Foto: Ilgner Vahl)

Mas nossa história não acaba por aí. Seis minutos após o primeiro gol, em cobrança de lateral feita por Romano, a bola foi afastada pela defesa do Glória. Enquanto a bola viajava pelo alto, o volante Guto Dresch devolveu ela para dentro da área, de cabeça, encontrando Julio Abu que, do alto dos seus 1,70, acertou mais uma bela cabeçada, sem chances para o goleiro. Mais uma vez o Dapuzzo incendiou. Era o 2 a 0, do São Paulo.

Fim de primeiro tempo e, o ex-goleiro e agora técnico, Clemer já estava com dor de cabeça pelos gols sofridos na primeira etapa e, principalmente, por não conseguir adentrar a zaga do São Paulo, que estava bem montada e jogou de forma brilhante nessa noite. Fernando Pinto, Luis Henrique e o goleiro Deivity estavam em uma grande noite, trazendo segurança para a torcida.

Começa então o segundo tempo. Como esperado, o Leão do Parque entraria para tentar administrar o jogo, enquanto o Glória correria atrás de um possível empate. Aí entrou em cena um personagem que fez toda a torcida do São Paulo ficar com a cabeça quente. Seu nome? Lucas Guimarães Horn, o arbitro do jogo. Com uma arbitragem polêmica, o juiz conseguiu tirar a todos do sério. Principalmente, devido a um lance: O pênalti marcado a favor do Glória. Lucas Guimarães, interpretou que a bola bateu na mão do jogador do São Paulo e apontou a penalidade para a equipe de Vacaria. Sem ter nada a ver com a arbitragem, Jean Carlo, acertou uma belíssima cobrança, diminuindo o placar.

Arbitragem polêmica de Lucas Guimarães, foi motivo de reclamações dos rubro-verdes. (Foto: Ilgner Vahl)

No entanto, não foi apenas o pênalti polêmico que marcou a noite. O pênalti não marcado para o São Paulo, em jogada individual de Reinaldo, que foi derrubado claramente dentro da grande área e os seis minutos de acréscimos dados pelo arbitro, fez o técnico Hélio Vieira perder a cabeça e partir para cima do bandeira, reclamando fortemente destas situações.

Para a alegria do torcedor rubro verde, o juiz apitou o final do jogo e o São Paulo saiu com a vitória de 2 x 1, sobre o Glória. Um bom resultado para o Junior e o Bruno, no qual entrevistei antes do jogo, ainda de cabeça fria, perguntando qual era a expectativa deles para esse ano. Tive como resposta isto: "A expectativa é muito boa. Diretoria nova, vontade de trabalhar e gente séria. Esse ano o São Paulo vai classificar para as finais". No momento dessa entrevista, o vice presidente de futebol do São Paulo, Maninho Degani se encontrava ao nosso lado e se dizia muito emocionado por ouvir as palavras de apoio do seu torcedor.

Degani acompanha a entrada dos jogadores do São Paulo. (Foto: Ilgner Vahl)

Dentre todas as cabeças que citei aqui, sendo elas no sentido figurado ou no sentido físico mesmo, uma delas é aquela que todo o torcedor rubro verde e, principalmente, o clube da Linha do Parque quer este ano: A cabeça da tabela, do Gauchão!


Ilgner Lauriente Vahl 
Graduando em Letras - Português 
FURG 


O Rei da Trave: Entrevista exclusiva com Fernando Pinto, capitão do São Paulo

Nesta quarta feira, dia 3 de fevereiro, dia que o São Paulo estreia em casa, pela segunda rodada do Campeonato Gaúcho de 2016, tive o prazer de entrevistar o zagueiro Fernando Pinto. Fernando é velho conhecido da torcida rubro-verde, pois já disputou o Gauchão do ano passado, com o Leão. Ficou marcado, neste início de ano, por conquistar o título de "Rei da Trave", competição realizada pelo Globo Esporte RS, onde foi escolhido um jogador de cada time que disputa o Gauchão, tendo como objetivo acertar mais vezes a trave. Fernando mostrou que está com a pontaria calibrada e venceu a competição.

Fernando Pinto, campeão do "Na Trave".


Segue abaixo, a entrevista realizada hoje. O São Paulo, a pontaria e as dificuldades encontradas para quem joga futebol profissional, são alguns dos temas discutidos nessa conversação.

Pergunta: Quais são as suas expectativas, profissionais, para esse ano?


Resposta:"As expectativas sempre são as melhores. Buscar as vitórias e, por consequência, conquistar títulos são os principais objetivos. O jogador só é lembrado quando vence,quando conquista os objetivos e se destaca pelo clube que representa."

Pergunta: Como vimos na televisão, em uma competição de quem acerta mais bolas na trave, tu tens o pé bem calibrado. O Fernando Pinto, zagueiro, também é um jogador agressivo no ataque?

Resposta:"A pontaria está boa! Já começamos o ano com um título (Rei da Trave) e isso, acredito, é um bom sinal que o Gauchão vai ser bom para nós. Eu tenho bom posicionamento para atacar. Sempre que possível faço meus gols. Espero que hoje, lá no Dapuzzo, já comece podendo marcar."

Pergunta: Nos últimos dois anos, o São Paulo lutou para não voltar a série A-2 do campeonato gaúcho. Qual o principal trunfo para que isso não se repita esse ano?

Resposta:"Isso é verdade. Já faz dois anos que o São Paulo está nessa luta para não retornar a segunda divisão do Gauchão. Eu estive aqui ano passado e sei bem como foi. O clube estava com muita dificuldade, em todos os sentidos. Esse ano já começou diferente. O São Paulo se organizou e se estruturou. Nesta temporada, o clube está dando boas condições para os atletas. Montou-se um grupo forte, por isso aceitei o convite para retornar ao Leão do Parque!"

Pergunta: Agora, mudando um pouco de assunto. Qual é a maior dificuldade que um profissional do futebol encontra, jogando por clubes que não tem tanto poder aquisitivo quanto os gigantes brasileiros, europeus, etc? (É uma questão opcional).


Resposta:"Os clubes do interior tem muito pouco recurso, poucos patrocínios e a maioria só consegue condições de trabalhar no estadual. Isso é muito ruim para nós jogadores, pois o segundo semestre é uma dificuldade para, muitos de nós, conseguir emprego! Acho que os grande clubes, junto com suas federações e a CBF (órgão maior do futebol nacional), poderiam ajudar de forma mais ativa, para que esses clubes, com menos poder aquisitivo, possam disputar competições o ano inteiro. Também poderiam ajudar os jogadores para que estes tenham condições de trabalhar e possam ficar mais tempo nesses clubes!
"

Pergunta: Para finalizar, qual recado você deixa para a torcida do Leão?
 Resposta:"Torcida rubro verde, a mais apaixonada do Rio Grande do Sul, nós jogadores contamos com o seu apoio! Esse apoio é fundamental para nos ajudar a cada batalha. Para conseguirmos sair vitoriosos, tanto no Dapuzzo, como fora de casa, nesse Campeonato Gaúcho!"


Ilgner Vahl
Graduando em Letras - Português
FURG 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Alô, torcedor rubro-verde! Tá chegando a hora

Neste sábado, dia 30 de janeiro, o São Paulo começa a sua jornada no Gauchão 2016. E o primeiro desafio do Leão do Parque é o Juventude, em Caxias do Sul. É um desafio duro, porém já superado pelo São Paulo, em termos de estréia. No ano de 2014, o Leão venceu o mesmo Juventude, no Alfredo Jaconi, pelo placar de 2 x 1. O jogo era válido pela primeira rodada do campeonato gaúcho, daquele ano.

Um dos gols do São Paulo foi marcado por Guilherme, que permanece na equipe.

Aliás, nestes dois anos que o clube está na elite do futebol gaúcho, o São Paulo não sabe o que é perder em jogos iniciais. Além do Juventude, em 2014, o Leão derrotou o Avenida por 3 a 1, na ultima edição do Gauchão, também fora de casa. 

Matão abriu o placar para o São Paulo, contra o Avenida, em 2015.

No final de 2015, visando a preparação para o Gauchão desse ano, o São Paulo trocou a sua diretoria, elegendo Vitor Magalhães como presidente. Dentre as primeiras providências da nova direção, uma delas foi adiantar o período de treinamento, para que fosse possível começar a pré-temporada mais cedo, evitando os problemas ocorridos nos anos anteriores. 

Apesar de contar com uma folha de pagamento inferior a dos outros clubes que disputam o campeonato, o São Paulo conta com nomes de peso no seu elenco. É o caso do meia Athos, ex-Juventude, que, dentre todas as suas qualidades, é um especialista em bolas paradas. Em um dos vários amistosos preparatórios que o São Paulo realizou neste ano, Athos marcou um gol olímpico, confirmando a sua fama. 

Athos treinando pelo São Paulo.

O jogo tem inicio marcado para as 18 horas, de amanhã. O valor dos ingressos varia entre 50 reais, inteira, e 25 reais, meia entrada. Em caso de compra da meia entrada para estudantes, um comprovante deve ser apresentado na hora de adentrar no estádio.





Ilgner Lauriente Vahl
Graduando em Letras - Português
FURG




terça-feira, 3 de novembro de 2015

Rio Grande sedia II etapa do II Campeonato Gaúcho de Punhobol Escolar

Reconhecendo o crescimento do Punhobol na cidade, a Interior Mais Forte abre espaço para o esporte e apresenta uma reportagem especial sobre o campeonato estadual da categoria.

Reportagem Completa:



Na mais recente quinta-feira, Rio Grande sediou a II etapa do II Campeonato Gaúcho de Punhobol Escolar. No estádio Arthur Lawson, cerca de 385 alunos, de 5 cidades (Rio Grande, Camaquã, Novo Hamburgo, Bagé e Dois Irmãos), disputaram o torneio nas categorias sub-12, 14, 16 e 18, no masculino e feminino. 7 escolas representaram a cidade papareia: o IFRS, França Pinto, Porto Seguro, Helena Small, Peixoto Primo, Antonio Carlos Lopes, Ana Néri) A I Etapa havia sido em Novo Hamburgo. Sendo assim, aqui foi definido, além dos campeões da II Etapa, também o campeão gaúcho, que saiu da soma das etapas. Confira abaixo os resultados oficiais:

Resultados Oficiais da 2ª ETAPA do CGPE2015:

- Sub12 Masculino:
Campeão: EMEF Albano Hansen A (Dois Irmãos)
Vice-campeão: EMEF Otto Laufer A (Camaquã)
3º Lugar: EMEF Porto Seguro (Rio Grande)
4º Lugar: EMEF Martha Wartenberg (Novo Hamburgo)

- Sub12 Feminino:
Campeão: EMEF Albano Hansen A (Dois Irmãos)
Vice-campeão: EMEF Otto Laufer A (Camaquã)
3º Lugar: EMEF Albano Hansen B (Dois Irmãos)
4º Lugar: EMEF Porto Seguro (Rio Grande)

- Sub14 Masculino:
Campeão: Colégio Cenecista Felipe Tiago Gomes (Novo Hamburgo)
Vice-campeão: EMEF Albano Hansen A (Dois Irmãos)
3º Lugar: EMEF Albano Hansen B (Dois Irmãos)
4º Lugar: EMEF Otto Laufer (Camaquã)

- Sub14 Feminino:
Campeão: EMEF Albano Hansen A (Dois Irmãos)
Vice-campeão: EMEF Martha Wartenberg (Novo Hamburgo)
3º Lugar: EMEF Otto Laufer (Camaquã)
4º Lugar: EMEF Porto Seguro (Rio Grande)

- Sub16 Masculino:
Campeão: Colégio Cenecista Felipe Tiago Gomes (Novo Hamburgo)
Vice-campeão: EMEF Martha Wartenberg (Novo Hamburgo)
3º Lugar: IFSul-Camaquã A (Camaquã)
4º Lugar: IFSul-Camaquã B (Camaquã)

- Sub16 Feminino:
Campeão: IFSul-Camaquã A (Camaquã)
Vice-campeão: IFRS-Rio Grande (Rio Grande)
3º Lugar: IFSul-Camaquã B (Camaquã)
4º Lugar: Colégio Cenecista Felipe Tiago Gomes (Novo Hamburgo)

- Sub18 Masculino:
Campeão: IFSul-Camaquã B (Camaquã)
Vice-campeão: IFSul-Camaquã A (Camaquã)
3º Lugar: IFRS-Rio Grande A (Rio Grande)
4º Lugar: IFRS-Rio Grande B (Rio Grande)

- Sub18 Feminino:
Campeão: IFSul-Camaquã A (Camaquã)
Vice-campeão: IFRS-Rio Grande (Rio Grande)
3º Lugar: IFSul-Camaquã B (Camaquã)
4º Lugar: IFSul-Bagé (Bagé)

Vale ressaltar que no discurso da organização, através do professor Tales Amorim, no congresso técnico, Rio Grande é hoje a cidade em que mais se pratica Punhobol em nível escolar no estado, com o maior número de escolas participantes dessa competição. Além disso, duas escolas riograndinas se destacaram com o vice campeonato estadual na soma das duas etapas: no sub-12 feminino, a escola Porto Seguro (professor Jefferson Larroque) e no sub-16 masculino, o IFRS (professor Leonardo Cunha).


Um pouco da cobertura fotográfica do evento você acompanha abaixo. As fotos foram tiradas e enviadas pelo professor Vicente Valero, da escola Clemente Pinto, que foi mediador em algumas partidas.



Lucas dos Santos Martins
Graduando em Jornalismo
Universidade Federal de Pelotas

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Conheça o projeto P02 - Futebol Cidadão

Em São José do Norte, os professores Rudi Machado e Ricardo Cunha tocam o projeto com recursos de patrocinadores e colaboradores, sem qualquer apoio da administração municipal.

Reportagem completa:


Sem sombra de dúvidas, uma das melhores maneiras de integrar o ser humano é através do esporte. Se tratando daquele mais popular do mundo, o futebol, a sacada é melhor ainda. Foi sob esse pensamento que surgiu o projeto P02 - Futebol Cidadão, através dos professores Rudi Machado e Ricardo Cunha (ambos com passagens recentes pelo Sport Club São Paulo).

Segundo Rudi, a ideia se formou ainda no ano passado, mais precisamente no mês de agosto, em parceria com a Prefeitura Municipal de São José do Norte. As reuniões não tiveram acordo e o apoio foi cancelado em fevereiro de 2015: "Pensamos em desistir, mas após o conselho de um amigo, fomos atrás de patrocínio e em alguns dias o projeto estava em andamento". A data de início das atividades foi 25 de março.

Atualmente, o projeto conta com mais de 250 alunos, divididos em 6 turmas, com treinos às quartas e sextas-feiras. O local cedido para o projeto foi o campo do Bento Gonçalves. Além disso, alunos de outras turmas ajudam os professores nas tarefas dos treinos: são os "alunos colaboradores". Com cunho social, a iniciativa integra crianças e adolescentes de diversos bairros, escolas e classes sociais, que são acostumados com o futebol, ou que nunca jogaram assim na vida.

Com a confecção de uniformes, equipes de disputa começam a serem formadas, visando a disputa de torneios e partidas amistosas. A participação é gratuita e o único preço é o bom rendimento escolar, comprovado pelo boletim.

Uma grande bola dentro em prol da socialização de crianças e jovens!

Projeto conta com mais de 250 alunos/atletas. (Foto: Lucas Martins)

Lucas dos Santos Martins
Graduando em Jornalismo
Universidade Federal de Pelotas

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Leão do Parque define orçamento para 2016

Presidente do São Paulo afirma que as engrenagens estão ativadas nos bastidores do clube.

Rubro-Verde terminou o Gauchão 2015 sem vencer no Aldo Dapuzzo. (Foto: João Pedro)

2016 vem aí e o Sport Club São Paulo começa a tirar do papel o planejamento para a próxima temporada. Com uma missão arriscada, a nova diretoria mantém o trabalho baseado na realidade e transparência, procurando não sonhar mais alto que o possível. Nos mais recentes dias, reuniões internas definiram pontos importantes para o ano que vem, mostrando eficiência nas dependências da Linha do Parque.

O primeiro ponto são os números de investimento para o próximo elenco. Apesar de alguns atrasos, os atletas são-paulinos em 2015 receberam todos os seus salários. Para evitar que o rendimento seja comprometido dentro de campo, a diretoria do Rubro-Verde garante que, após um levantamento interno, o orçamento para contratações e salários foi aprovado. Especula-se que o custo total para disputa da competição gire na casa de 2,8 milhões de reais. Não saindo dos limites do clube, o objetivo é cumprir com os pagamentos em dia até o final dos contratos. Os jogadores virão e receberão regularmente.

Em entrevista à Interior Mais Forte, no mês passado (confira clicando aqui), o presidente Vítor Magalhães foi preciso ao garantir a transparência em sua gestão. Além disso, um dos principais pilares seria um planejamento real, dentro das condições do clube. Nesta segunda-feira, em novo contato, Vítor disse que "chegou a hora de tirar do papel as ideias pensadas, para que o Leão possa trabalhar e entrar com força na disputa do Gauchão".

Outra questão importante é o nome de quem comandará o time da beira do campo. A casamata do São Paulo ainda está vaga, mas a direção garante que as negociações estão em andamento com base em três nomes. Criticado por uma possível demora na divulgação do treinador, Vítor foi enfático no quesito realidade: "Não é justo iludir o torcedor, o anúncio será feito quando não houverem mais dúvidas. Estamos trabalhando pra isso".

No dia 7 de novembro, o São Paulo promove um jantar para a apresentação dos projetos do clube para 2016. Os ingressos custam R$25 e podem ser adquiridos na loja oficial do clube. Para maiores informações, o interessado deverá entrar em contato com a secretaria do clube pelo email secretaria@saopaulors.com.br.

Lucas dos Santos Martins
Graduando em Jornalismo
Universidade Federal de Pelotas

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

1º Fórum Gaúcho de Futebol: Balanço final com Bruno Moreira

Encerrando a série de conteúdos sobre o 1º Fórum Gaúcho de Futebol, Bruno Moreira, sócio-proprietário da empresa organizadora, fala sobre o evento pioneiro na cidade do Rio Grande, projetos da MC Esportes e tudo que rolou no mais recente final de semana. Clique no vídeo abaixo para assistir a entrevista exclusiva na íntegra!



Desde já, a Interior Mais Forte agradece o espaço cedido pela empresa e a você, leitor, que acompanhou durante estes últimos 5 dias, todos os detalhes do 1º Fórum Gaúcho de Futebol. Permaneça conectado, mais novidades virão por aí! É uma honra para nós, dividir estas vivências com os amantes do nosso Interior!!!

Lucas dos Santos Martins
Graduando em Jornalismo
Universidade Federal de Pelotas

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

1º Fórum Gaúcho de Futebol: Futebol na Escola e entrevista exclusiva com o Prof.º Paulo Capela

O quinto debate do 1º Fórum Gaúcho de Futebol foi sobre Futebol e Escola – “A importância da escola na iniciação desportiva”. Na mesa, quatro professores de educação física: Manuel Luiz (Maneca), Paulo Capela, Luiz Felipe Alcântara e Pedro Pereira (Pepe).

Mesa debatedora formada por quatro tutores de Educação Física. (Foto: Rodrigo de Aguiar/Papareia News)

A primeira pergunta falou sobre a situação atual da Ed. Física nas escolas. Capela começou dizendo que “a escola é o berço para tudo”. Como você poderá acompanhar no final da postagem, Paulo concedeu uma entrevista exclusiva para a Interior Mais Forte e explicou à fundo suas teorias sobre o futebol na escola. Passando adiante, Pepe pede reflexão sobre a inversão de valores desde os primeiros dias de vida, quando ganhamos uniformes de times ao invés de bolas de futebol: “Precisamos de movimento”. Maneca diz que hoje é preciso tratar do conceito ‘futebol’: “A manifestação da cultura corporal que é o esporte deve ser estudada e tratada com profissionalismo”. E conclui: “Para se trabalhar com Educação Física, deve-se ter um objetivo”. Por último, usa um contexto geral para explicar o poder da categoria: “Que tipo de futebol eu quero pra sociedade? Com isso, me pergunto: “Mas que tipo de sociedade eu quero”?”. Luiz Felipe completa a questão destacando a briga do futebol real com o videogame.

Em outra pergunta destacada, a discussão se deu em volta da questão do esporte na Educação Física. Capela iniciou explicando que ambos não são sinônimos: “Um modelo padrão de Educação Física busca um talento, surgindo o problema da competição”. Assim conclui: “Temos que democratizar a prática do esporte”. Pepe fala do aspecto histórico de cada um. Ele diz que desenvolveu seu gosto pelo esporte, através dos campos de várzea. Inteligente, ele faz uma comparação dos debates do Fórum, com o tratamento do futebol nas universidades: “Sinto falta da organização”. Por fim, cita projetos como ‘Guri Bom de Bola’ e ‘Projeto Integração’ como exemplos da precariedade do futebol local – sendo este inexistente nos dias de hoje devido a falta de investimento do poder público; e esse com falta de patrocínio de empresas privadas. Em sua vez, Maneca profere um discurso amplo, mas certeiro em dizer que não são mais apenas alguns jogadores correndo atrás da bola: “O problema não é a competição, mas o que é feito dela”.

A pergunta do público, que mais chamou atenção, foi respondida pelo professor Pepe. Ela se tratava do reflexo da situação do Ginásio Farydo Salomão (Praça Saraiva), no esporte local. Você acompanha a resposta, na íntegra, no vídeo abaixo:


Ao término do evento, o Professor Paulo Capela concedeu-nos uma entrevista exclusiva falando sobre o futebol na escola e na sociedade em geral. Para assisti-la, clique no vídeo abaixo:


E nesta sexta-feira, 18, vai ao ar a última matéria sobre o 1º Fórum Gaúcho de Futebol. Trata-se de um balanço final feito pela organização!


Lucas dos Santos Martins
Graduando em Jornalismo
Universidade Federal de Pelotas